sexta-feira, 1 de abril de 2011

verdadeiro amor


Maria, era uma adolescente de apenas 16 anos que  resolveu, andar pelo jardim, a passear, a por os pensamentos em ordem, após um dia de aulas. Tudo o que ela menos queria era regressar a casa, pois esta achava que estar em casa, não lhe adiantava de nada, não se sentia bem. Observava em seu redor e achava que o mundo estava demente, fora de controlo. Tudo o que via era indivíduos sem jeito, crianças a berrar por não lhe comprarem o que pretendiam, adolescentes em busca de dinheiro para comer ou para vícios desnecessários , onde atacavam  idosos, sabendo que esses tinham sempre. Em seguida, sentou-se num banco do jardim, e soltou uma lágrima, lágrima de desgostos amorosos, lágrima de desilusões constantes , lágrima de saudades (esta que perdeu pessoas que amava incondicionalmente).
Maria passava ali as suas tardes, onde reflectia dia após dia, tentava encontrar soluções para todos os seus problemas e tinha o seu passatempo preferido, transcrever todos os seus sonhos, medos, revoltas, angustias , amor perdidos e falhados e todas as batalhas para o papel. O dia chegou ao fim e esta regressou a casa, sem a mínima vontade. A única coisa que lhe divertia era saber, que no dia seguinte para lá voltaria. O dia passara e esta para lá retornou, algo foi diferente, algo que não estava planeado. Quando esta mais uma vez estava a arejar  há alguém que lhe toca no ombro, e pergunta “posso-me sentar?” . Maria ficou sem resposta, olhou-o de cima abaixo e perguntou “porque queres tu , sentar-te aqui, ao meu lado? Não me conheces”. Este responde “ sei lá , uma rapariga tão bonita  aqui sozinha .. não penses que sou daqueles rapazes engatatões, simplesmente pensei que pudesse.. mas desculpa “ , maria diz: “ calma, podes-te sentar, mas só se tiveres uma conversa digamos, de jeito”  . Este apresentou-se , chamava-se Martim, e tinha um ano a mais do que esta.. mal sabia ela que algo nesse dia mudaria o rumo da vida dela.
Tiveram uma longa conversa, como se o tempo de conhecimento ali não importasse. Até que este pergunta-lhe o estado civil , como estava ela de ‘coração’ . Maria calou-se , e em si uma lágrima quase que lhe escorria pelo rosto. Martim, percebeu de inicio, aliás percebeu a maneira dela ser, como se a conhecesse á um longo tempo, foi algo incrível. Esta, após algum tempo calada, diz “já me fizeram sofrer de uma maneira, que não sei se o meu coração aguenta para mais desilusões que apereçam mais tarde, não sei se estou preparada para sofrer mais, então prefiro fechar-me, fechar o meu mundo e ser só eu e a solidão, ao menos sei que não morro de mais desgosto algum” . Martim ficou ressentido, mas logo de seguida diz “ olha maria, só te conheço á meia dúzia de minutos, e já gosto muito de ti , e não penses que me estou a atirar, mas sinto que algo em ti é diferente, percebes?, quem diria que num banco de jardim , iria encontrar alguém tão sincera e tão informada acerca da realidade de uma vida, por isso pensa que nem toda a gente é igual, e que nem todos irão ser maus para ti , apenas tens de saber escolher as pessoas”. Maria sentiu-se sem jeito, e partiu, apenas dizendo “tenho de ir, estão a minha espera em casa, foi bom te conhecer, até qualquer dia “ . Os dias passaram, mas Maria, deixou de frequentar aquele banco de jardim, enquanto que Martim, passava por lá, á procura desta, e quando viu que já não ia lá, uma dor imensa lhe atravessava o coração . Engraçado é ver que tudo acontece por uma razão , Maria, sentiu que há coisas que mudam a vida de alguém, e na verdade bastou aquela tarde no jardim, para Maria perceber que a vida não é complicada, que ela é que a complicava, e que nem todos são iguais, e na realidade Martim era diferente.
Maria voltou para lá uma tarde, estava a tremer, sentiu um vazio, mas de repente, algo lhe enche o coração, pois Martim, quase que pressentia o corpo desta. “ Pensei em ti todos os minutos, segundos da minha vida, e esperei por ti, todos os dias neste jardim, o sitio que nos conhecemos, a nossa tarde, a nossa conversa, e senti logo que bastou esse tempo para perceber que es a mulher da minha vida, e agora afirmo, que há amor á primeira vista, e há amor verdadeiro, e tu és o meu maria ! algo em ti me fez ver, que a perfeição existe, a simplicidade também existe, e que não há melhor pessoa que tu “ . Maria sentiu um arrepio na espinha e em seguida responde-lhe “ acho que encontrei o meu grande amor, e abri agora mesmo o meu mundo, por isso entra, para o trancar e sermos só tu e eu , só nos existimos , só nos vivemos” . Martim, agarra-lhe na mão , promete-lhe jamais a abandonar e sussurra-lhe no ouvido “amo-te” , esta sorri com um enorme brilho nos olhos e diz “ também te amo meu amor “. Em seguida beija-a.

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