Um dia acordas e dás por ti na mente de outra pessoa. Dás por ti na dor de um coração perdido em caminhos desconhecidos. Dás por ti na ilusão de sonhos deixados, por gente que desistiu, que não teve forças pra torna-los realidade. Dás por ti em trilhos passados, que um dia pisaste, mas que separaste através do destino, destino esse que não o podes mudar, mesmo que o queiras, destino que te desligou de gente passada, gente que te fez sentir calafrios de felicidade mas deixou em ti , a dor , dor que está espalhada pelo corpo, que tentaste disfarçar por sorrisos falsos , palavras impudentes, mas tentaste camuflar , para aparentar que em ti habitava o dito cujo bem-estar. Dás por ti guardado no olhar de alguém, esse alguém que não te é estranho, que te deste bem, mas hoje , mudas de esquina, só para não lhe falares, tudo porque um dia caíste em ti, que te fez saltar de tão alto, queda gigante que te magoou e que te fez desprender a «água» nos olhos. Dás por ti deitado na praia, olhas em teu redor e sentes-te só, observas as estrelas, e vês que uma brilha mais que a outras todas , questionas-te porquê e tens como resposta, que essa estrela são todas as pessoas que olham por ti, as que estão na terra e as que estão no céu, as que amaste e perdeste e as que gostas, apenas . Em seguida sentes um ar mais frio, e viajas até ao passado, relembras pessoas que hoje não estão contigo, não porque partiram para outro mundo, mas as que ainda permanecem aqui, aquelas que deixaste fugir entre os dedos, por tua culpa, tua grande culpa e hoje, sentes saudades, de simples gestos que te mostravam o verdadeiro amor e o sorriso que soltavam por te terem por perto. Dás por ti sozinho, vês a vida a passar-te , sem valor, sem a verdadeira felicidade. Dás por ti num canto, soltaste em ti lágrimas profundas, lágrimas de redemoinhos de sentimentos, lágrimas de raiva. Por teres perdido , não quem te fazia bem, mas a tua identidade, quem tu és, porque hoje… já não te conheces.

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