Tu és cada pedaço de mim
Alentas o meu ar
Infiltras-te na minha mente
És espécie de imperfeição
És corrente que me faz puxar
És sabor da libertação
Tu és o livro da memória aberta
E nele escreves os teus temores
Compões uma balada secreta
Lamentas para dentro de ti
Os vícios maldosos e todos os pavores
Soltas em mim o teu leve perfume
Como quem quer deixar a marca
E nesses instantes acendes o lume
Em seguida a chama apaga
E eu já me perdi na voz
No doce e amargo cheiro
Perdi-me no silencio de um olhar
E no medo do mundo inteiro
Por isso tu serás o vento que me faz correr
E a saudade que irei matar
Serás o céu limpo de uma manhã
E o dia curto que se irá prolongar.

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