Quis fazer de conta que tudo era possível
Que o mundo por ti era venerado
Que a alma cobriu-se de esperanças
Que tudo tinha principiado
Quis fazer de conta que nos teus braços permaneci
Que matei a sede em teus lábios
Que por ti nunca desisti
Que os melhores sempre foram sábios
Quis fazer de conta que a vida era certa
Que tudo se ganhava facilmente
Que a porta estaria sempre aberta
E que te teria sempre na mente
Quis fazer de conta que as ondas nos levassem
Que o vento transportava a dor
Que a lágrima jamais me escorria pelo rosto
Que o teu abraço jamais me daria calor.
Quis fazer de conta que o passado se foi
Que o mundo já não era nosso
Que era de toda a gente
Quis fazer de conta que tudo era permanente
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