quarta-feira, 29 de junho de 2011

quantas vezes ..

Quantas vezes já sentiste o chão mover-se e teres na pele a maior separação daquilo que em tempos uniste, quantas vezes fizeste promessas quebráveis, quantas vezes soltaste sorrisos falsos que penetravam o olhar de alguém que pensou que tudo em ti seria real, quantas vezes olhaste para o céu e apoderaste-te de estrelas cintilantes , estrelas que te ofereciam forças , em troca de nada, quantas vezes deste a mão a quem nada por ti sentia, quantas vezes, em dias cinzentos , isolaste-te num beco escuro, por aí  e soltaste lágrimas  desesperadas , quantas vezes quiseste partir para algo melhor, longe dos escrúpulos vividos e aparecidos em qualquer instante, quantas vezes tentaste fugir das incertezas e inseguranças , do passado nunca mais visto, do presente monstruoso, do futuro incerto, quantas vezes fizeste juras para não tornares a errar, a cair no sonho estupendo e na clara fantasia, quantas vezes correste para quem não devias e fugiste da estabilidade, quantas vezes quiseste mudar o destino traçado, a vida incompleta, quantas vezes pensaste por ti e não pelos outros, quantas vezes sentiste na pele sentimentos puros, quantas vezes foste severo com o que te rodeava, quantas vezes a sinceridade te bateu à porta, quantas vezes tomaste decisões correctas, quantas vezes lembraste as pessoas passadas que te tornaram na pessoa de hoje, quantas vezes agradeceste a ti próprio por não quebrares a tua vida, quantas vezes caíste e te levantaste, quantas vezes foste realmente feliz?

sábado, 18 de junho de 2011

Olhei para tudo à minha volta
Arrepiei-me e não encontrei a razão
Talvez por toda a derrota
Por toda a falta de união

Olhei para o mundo
A lágrima teimou em escorrer
nutro o sofrimento mais profundo
Por ver tudo a falecer.

Olhei para o céu
Tudo ficou escuro
A estrela brilhante morreu
E em mim criei um muro

Podem-me chamar
Que eu não irei ouvir
Cansei-me deste mundo
E de ver tudo a ruir .

Existem pessoas assim . Não sejas uma delas.

Um dia acaba por ser a tua vez, não percas tempo em passar à frente de todos, o teu dia chega , a altura virá . Queres viver à força toda, queres obter todo o poder do mundo, queres ser o ‘deus’ relevante. Finges ser algo que não és , mentalizas-te de que o melhor de ti , irás encontrar naquilo que não é real, não é bom, não é certo. Sentes a dor potente quando alguém corre mais que veloz que tu , nutres em ti a inveja de não poderes fazer melhor. Utilizas truques e magias para enfeitiçares tudo o que te rodeia, gritas tão alto, só para seres o centro do mundo, para obteres toda a atenção. E por mais que desejes ver os outros no chão, nenhum é tão fraco como tu , que de tanto mal que faz, não se entende a si próprio, vive a vida toda , dependente do que os outros ganham. Nenhum é tão fraco como tu, nenhum perde como tu.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Existe a perfeição dentro de nós
O caminho da felicidade está no olhar
E por cada erro criamos dois nós
O que deixaste e o que tentas agarrar

E voas mais alto para tocar o céu
E fazes do teu chão um cenário
E no entanto tudo estremeceu
Quando entraste no mundo imaginário

Corres diante de uma uma encruzilhada
Vês tudo a desabar
Vences esses males e és chamada
A mulher da força
 fazes o mundo girar


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lose

A força que me conduzias
Por esses teus olhos penetrantes
Por esse coração apaixonado
Deixou o meu ser derrotado.

O verbo que conjugávamos
Foi largado numa via nua
Onde separámos a estrada
Onde fingiste já não ser tua.

O olhar que já não cintila
Por alguns escrúpulos medrosos
A voz que já não se escuta
Por constantes gritos maliciosos.

domingo, 12 de junho de 2011

abstracto

De tantos caminhos que pisaste
Só um tu lembraste
De tantos olhares que cruzaste
Só um tu fixaste

Tantas lembranças que transportas
Criam em ti algum ferimento
Outras mágoas mortas
Que fez zarpar o sofrimento

De todas as cores pintadas
O preto mora no mundo
E todos os corpos movidos
Vêm-se bem lá ao fundo.

De tantas palavras citadas
Só uma permanece na mente
Crês em ti uma esperança
Aquela que ninguém a sente.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tu vida, voas tão alto, e de tão alto que voas, não te consigo tocar, não te consigo cheirar, resta-me só e apenas acenar-te. Tento correr atrás de ti, com toda a rapidez, para que não te perca de vista e que um dia chegue até aí , mas é quase tão impossível , tão ridículo. Não sei voar, mas sei sonhar, e o sonho, não me trás a vida, a vida real.

sábado, 4 de junho de 2011

E tudo partiu
A casa com a porta aberta ficou
O mundo lá fora desmoronou
O ser movimentou-se e feriu
A tempestade na tua mente surgiu

E Tudo partiu
A alegria do amanhecer
E o vento soprou fortemente
O corpo quente que mantinhas
Hoje é inexistente.

E tudo partiu
O frio entranhou-se no teu interior
O calor das tuas mãos já não se sente
O pavor cria mau ambiente
Só resta a grande e dolorosa dor
A dor de sofrer
A dor de tudo perder.