E tu continuas a achar que quem gosta espera. Mas não, o limite de algo é inimigo do tempo, tempo este que escassa, e que um dia torna-se naquilo que deixámos de confiar. O tempo é perigoso, é traiçoeiro, finge que com ele somos aptos de realizar diversas coisas e que adquirimos também. O tempo é como o mar, pode ser sereno, mas quando este tem como inimigo algum obstáculo, que lhe impeça uma passagem, explode, como uma bomba. O tempo é aquilo do qual não podemos contar, o tempo ajuda na cura de uma ferida, ajuda por instantes, mas se lá tacteares, volta a doer. Então de que serve o tempo? Se esta voltou?.. Ao acordarmos mais um dia, reflectimo-nos e deparamo-nos com ‘mais um’ , e sentimos que tempo é o que nos falta por vezes. Que irrealidade, que tristeza, que nos corrói tanto por dentro e por fora. O tempo passa-nos ao lado, e ao longo deste, perdemos várias forças que tínhamos anteriormente. O tempo tira-nos tanta coisa, tira-nos pessoas que idolatramos, tira-nos a infância, a inocência, tira-nos os velhos tempos, e só nos faz ver que este não volta, que este é mau, por nos fazer cair na realidade do tempo a passar e tanto por construir. O tempo é vingativo, o tempo não nos cura a saudade, o tempo perde-se. Com o passar dos dias.

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