Existem dias que me sinto melancólica sem saber a razão, olho
para os quatro cantos do meu mundo e nada vejo, só apenas eu e a minha caneta. Escrevo
as minhas histórias, viajo no tempo dos meus pensamentos e também sentimentos e
por ali fico, quase com aquele doce aperto como quem vai ser surpreendida. Ás vezes
não encontro respostas a todas as minhas perguntas, sinto que ao longo do meu
percurso elas irão ser vistas, mesmo que eu não as compreenda. Sinto-me
implacável, sinto que o mundo às vezes é cruel para pessoas que não jogam nada
fora, que valorizam os segundos gastos por alguém, que o tempo vai-se
dissolvendo num ápice, e eu acho que sou uma delas, julgo que as coisas não são
justas pra mim, mas verdade seja dita.. amor não me falta, posso afirmar que
glorifico a pedra preciosa que encontrei no canto do meu mundo, ela estava
perdida como eu, e hoje somos um só, pena é o tempo, que corre velozmente
sempre que o sinto, que fixo o meu olhar para dentro da sua alma, que abraço o
meu mundo. Ele pertence-me, aliás, mesmo que não soubesse, ele pertencia-me
desde sempre, ele era a peça do meu puzzle que precisava para me manter viva e completa, mas mesmo assim resto-me
melancólica, não por culpa dele ou de quem eu ama, mas porque estou num dia que
não favorece o meu estado de espirito, o céu encontra-se nublado, a frieza
deste tempo é enorme, e o meu amor logo hoje não me pode aquecer com o seu
corpo quente, com as suas mãos macias tocando o meu corpo e o calor do seu
beijo.

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