A vida é uma espécie de carrocel que solavanca de um lado para o outro,
onde entram e saem indivíduos, a vida é um livro que vai contando a história de
quem tu és, muitos não se dão ao trabalho de verem o quão maravilhoso/a poderás
ser, apenas te julgam pela capa. A vida é um circo, e tu és o/a palhaço/a, dás
espetáculo, sorris, mas ninguém sabe o quão sofres por dentro, ninguém sabe o
suor que deitas, e a força que fazes para não deitares uma lágrima no rosto. A
vida corre como um rio, é brava como o mar, e tu és resistente como as rochas
que nele mora. Ela não te julga por não conseguires ser feliz, quem te julga
são os que pensam que a comandam, são os que querem fazer de ti o que tu não
és. Pois é, a vida é breve e tu nem dás conta que tens menos um dia que ontem,
e um a mais que amanhã, e mesmo assim, vais vagueando, vais soltando palavras
gastas de desamor, vais mostrando uma parte que em ti não encaixa. A vida
jamais será sóbria, jamais será virgem, jamais será um mar de rosas, e tu não
acordas desse mundo irreal, desse mundo que te arruína, que te ilude das mais
cruéis realidades. Ela um dia termina, e tu perdes tudo o que nunca ganhaste,
ficas imobilizado/a, sem reação, e nem pudeste pensar nas atitudes que deverias
ter tomado, nos sorrisos verdadeiros que podias ter dado, e no quão feliz
podias ter sido, se um dia tivesses pensado em mudar o rumo da tua própria
vida.

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