Queria poder dizer que está tudo bem, que desprendi da minha vida aquele caminho que eu e tu havíamos conquistado , após imensos mal entendidos, mas se o dissesse , estaria a mentir fortemente. O caminho que tenho percorrido, não sei bem porque razão, ainda é real e coincide com aquele que um dia nós caminhamos, a qualquer hora do dia, ao nascer ou ao pôr do sol, por ali andávamos, só dois corpos , mas um só sentimento. Ainda por aqui me mantenho, enfrentando aquilo que me proíbe continuar, aquilo que me prende e me faz recuar. Todas as noites perco-me na memória que ainda se mantém acesa , a memória que trás consigo arduamente o seu sentimento meio perdido e inatingível . Não entendo e não espero vir a entender, porque sei que nunca me o irás explicar, mas tudo se desfaz em mim, quando te olhei de bem longe, que viraste à direita, quando deverias seguir em frente.. o mínimo seria virares à esquerda, o lado do coração, só aí saberia que o terias seguido por instinto do amor e que mais tarde nos reencontrássemos, mas isso só seria o meu incompreensível jeito de ver esta espécie de afecto, que me corrói o ser, me sopra a alma e me faz voar, sem ter asas para tal.Não me arrisco a dizer que estarei à espera do batimento certo e forte , para me levar a cometer coisas por impulso, essa nunca será a forma mais agradável de dizermos o que nos vem na alma, talvez seja a forma mais abstracta e maneira de fugir à realidade. Mas arrisco-me a afirmar que se num pobre e longo dia sentir o mesmo estrondo, o tremer do corpo e gaguejar como uma tonta, talvez agarre de novo tudo isso.. Mas nunca será igual, não serei a mesma, nem mostrarei metade de mim , não farei nada demais.. A história nunca narrará como ontem, o que foi intenso não se repete, não haverá dias como hoje, como as pessoas nunca serão as mesmas e aquele caminho que existiu? Mudou… comigo !

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