Nunca te prometi mais do que aquilo que podia, e mesmo assim queria dar-te aquilo que não conseguia, aquilo que fosse quase impossível, apenas para te dar todas as provas, de que tudo aquilo que eu sentia, não era banal, mas sim marcante, tocante, tudo o que lhe quiseres chamar ao meu amor por ti. Saltei muros de problemas, dei umas grandes quedas, esfolei os joelhos, cotovelos, membros e ainda assim sorria para ti e lembrava-me de que o nosso amor era superior a todas as reviravoltas do Mundo. Sabia que tinha uma estrada longa por percorrer, mas nada segura, sabia que poderia existir o buraco do abismo e cair nele sem antes ter alcançado aquilo que pretendia. Mesmo tendo isso na mente, nada me amarrava a uma cadeira e me deixasse presa, por medo de eu cair, apenas me diziam ‘tem cuidado, não te fies no que não conheces’. No Mundo em que pisamos, nada é fiável, temos de nos mentalizar de que apesar de termos dois olhos, temos de ver com dez, para não cairmos bem fundo, quando um dia estivemos no topo. Continuei a estrada longínqua, mas um dia deparei-me com o nada, senti que era a única interessada num afecto diferente de qualquer outro, numa vida por concretizar, senti que não estavas no mesmo trilho que o meu, mas sim encontraste um atalho , que te levasse à suposta felicidade e não te obrigasse a lutar com unhas e dentes. Com isso, todas as forças se foram , voaram por aí, quem sabe , alguém as apanhou e levou-as consigo. O tempo passou, mas a dor mora em mim, nutro um sentimento inexplicável, que tanto dá para ganhar como para perder tudo de uma vez. Por ser tão ingénua, ainda espero por tudo, pelo momento certo, que não sei quando chega e me leva consigo.. e aquelas forças que viviam em mim, sempre cá moraram, porque aquilo que é deveras nosso, nunca nos trai, nem parte, apenas adormece por uns tempos, como aquele amor que um dia me entrou na alma, e mudou a minha vida.
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