quinta-feira, 1 de setembro de 2011

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Criei o nosso amor numa folha de papel , escrevi nela a história relevante para duas pessoas, que nutriam sentimentos de um para o outro. Peguei no lápis que tinha à mão e comecei por expor a maneira como ambos nos cativámos e emocionámos com o passar dos dias em que colei pedaços meus em pedaços teus, sendo então a criação de um só ser. Transmiti na folha branca, todo o percurso que passámos, os passos pequenos que atingimos e os grandes que conseguimos alcançar com uma disputa superior, segurei este amor entre as linhas para não se soltarem e machucarem, cada palavra que registava, era um apego maior que tínhamos obtido, era um valor que em nós sobressaiu-se. Senti em mim uma espécie de linguagem diferente para contigo, transpirei de amor nesta folha com tanto que tinha para dizer ..e por transpirar, a folha viu-se com grandes marcas visíveis, aquelas que também deixaste em mim. Na minha mente, passou uma espécie de rodapé , todos aqueles grandes momentos que se puseram em primeiro na minha vida e com tanto que passámos, necessitei de ajuda para todas as lembranças, que nos uniram um pouco mais e seguirão de novo o trilho que tínhamos percorrido. Mas a única e grande recordação foi o teu rosto completo , o olhar que se infiltrava em mim e me hipnotizava , os gestos que possuías e eram completamente teus . Fui sorrindo, assim levemente, enquanto fechava os olhos e recordava o toque formidável da tua pele e o abraço robusto que um dia havias entregado para o meu corpo. Com tudo o que tenho escrito, é o preenchimento destas linhas soltas, deste amor que era nada e completou-se nas mais simples e arrepiantes histórias. É neste papel branco , com traços relevantes, que ocupo palavras que nutrem emoções, afeições ..

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