Venerava ter uma máquina dentro do meu corpo, a ela lhe atribuía como nome a maquina de regresso, porque assim seria mais fácil.. caminhar sobre o chão e se desse um passo em falso, poder recuar o tempo que necessitasse e remediasse esse andamento mal dado que se tornou num pesadelo. E já se torna cansativo de falar do mesmo, das desgraças de um ciclo de vida que ainda está por concretizar e que por vezes nem chega a ser realizado, por desistirmos a meio dela. E é descontente, entristecermo-nos com simples coisas, enquanto vemos desgraças piores de uma vida e que sem culpa nenhuma, a morte bate á porta. Vemos o mundo a chorar e não nos preocupamos em secar-lhe as lágrimas, vemos o mundo a ser destruído e nada realizamos para impedirmos, limitamo-nos a fugir, como inúteis e cruéis , vemos a guerra num conjunto de cidadãos e lágrimas nos caem ao chão , por sabermos que estamos a errar connosco próprios, por deixarmos isto acontecer, ao ponto mais extremo da violência, da repugnância , da indiferença. É isto que vemos no quotidiano e ainda assim, há quem se preocupe só e apenas com o seu bem-estar, com o seu físico, não comer para emagrecer, enquanto que existe milhares e milhares de sujeitos, que desejavam ter simples coisas. Olhamos á nossa volta, e já tudo se parece perdido, o mundo está perdido, está nas mãos dos que não sabem cuidar dele.

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