Perdida nos vales da montanha, e lá gritava com voz roca, sobressaltada e angustiada “ahh”, mas nada, nada lhe acudia, nada faria o seu medo desaparecer, era como se o mundo se infiltrasse no seu corpo, seu pobre corpo cansado e desesperado, de tanta luta, e perder por cada passo que dava, recuava treze vezes, o numero que julgava sem saída, que lhe trazia o azar, miserável azar, que a faria tremer por todos os lados e até a ingénua mágoa, que lhe daria tanto desgosto, por só a ganhar quando perdesse algo, essa que se concentrava na sua mente e a faria chorar mais que todos os oceanos vistos no mundo, mais que todas as torneiras abertas, mais que todas as chuvas, mais que todas as coisas que a fariam estremecer, e largar tudo. Esta estava sem saída, quando mais fraca estava, mais fraca ficava, o mundo era dela, mas esta apenas fechava os olhos a este, abandonou-o não por opção, mas por fraqueza. Mais uma vez, gritou, e como por milagre, deitou os seus fantasmas que a perseguiam nos seus horríveis e descontentes dias, que a fariam oscilar, que a corrompiam, que a pisavam como algo “sujo” e sem estima. Não conseguiu obter de novo tudo aquilo que tinha ganho, mas ao fundo observou a luz, aquela que já esperava á muito, e que só hoje a conseguiu visualizar, aquela luz que lhe trazia todas as energias positivas, e lhe enviasse um toque de magia, esta magia que tinha alguns segredos, só viu a força, aquela que não era capaz de exprimir, apenas senti-la.

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