sábado, 15 de dezembro de 2012

gostar é pouco


Gosto de correr com ele contra o vento e sentir aquela aragem fresca que nos entra pelo corpo. Gosto de soprar-lhe ao ouvido que o amo, que sou eu a pessoa que o coração dele ambiciona, dizer-lhe que o seu olhar me é pertencido, entrelaçar os meus dedos nos dele e assegurar-me que mais ninguém preencha aqueles pequenos espaços. Gosto de tocar-lhe a pele aprazível, fazê-lo arrepiar e que desse arrepio surja um beijo inesperado, um sabor a amor correspondido, uma magia. Gosto das promessas que a ele exclamo, a força do desejo que nos suga as palavras, os batimentos fortes incontroláveis, a saliva seca que nos arranha a garganta sempre que contemplamos os doces olhares. Gosto da firmeza, da seguridade, que o seu corpo me transmitiu, da vontade de cumprir o verbo “amar” justamente comigo, dos abraços eternos que dávamos a todos os segundos que nos passavam á frente. Gosto de nós, do nosso passado, do nosso presente e até já idolatro o nosso entusiasmante e glorificante futuro.

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