Quantas vezes já sentiste o chão mover-se e teres na pele a maior separação daquilo que em tempos uniste, quantas vezes fizeste promessas quebráveis, quantas vezes soltaste sorrisos falsos que penetravam o olhar de alguém que pensou que tudo em ti seria real, quantas vezes olhaste para o céu e apoderaste-te de estrelas cintilantes , estrelas que te ofereciam forças , em troca de nada, quantas vezes deste a mão a quem nada por ti sentia, quantas vezes, em dias cinzentos , isolaste-te num beco escuro, por aí e soltaste lágrimas desesperadas , quantas vezes quiseste partir para algo melhor, longe dos escrúpulos vividos e aparecidos em qualquer instante, quantas vezes tentaste fugir das incertezas e inseguranças , do passado nunca mais visto, do presente monstruoso, do futuro incerto, quantas vezes fizeste juras para não tornares a errar, a cair no sonho estupendo e na clara fantasia, quantas vezes correste para quem não devias e fugiste da estabilidade, quantas vezes quiseste mudar o destino traçado, a vida incompleta, quantas vezes pensaste por ti e não pelos outros, quantas vezes sentiste na pele sentimentos puros, quantas vezes foste severo com o que te rodeava, quantas vezes a sinceridade te bateu à porta, quantas vezes tomaste decisões correctas, quantas vezes lembraste as pessoas passadas que te tornaram na pessoa de hoje, quantas vezes agradeceste a ti próprio por não quebrares a tua vida, quantas vezes caíste e te levantaste, quantas vezes foste realmente feliz?
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